
«Boa Noite, e Boa Sorte», de George Clooney
Classificação:

É, venha o que vier, um dos mais estimulantes exercícios de cinema deste ano e uma evolução narrativa/dramática/cinematográfica considerável de George Clooney depois do interessante, mas inconsequente, Confissões de uma Mente Perigosa. Clooney reconstitui o período maccartista, recuperando o preto e branco enquanto algo mais que uma redundância formal ou de identificação automática de uma época, antes projectando na fotografia uma identidade específica da linguagem televisiva. Em boa verdade, Boa Noite e Boa Sorte é, também, uma homenagem à verdade e aos que não têm medo de a pronunciar, relembrando que houve um tempo, num mundo a preto e branco, que a televisão era mais do que um expositor de telenovelas e programas de ficção menores.

«Capote», de Bennett Miller
Classificação:

Interessante evocação das memórias do escritor Truman Capote, concretamente do processo criativo que antecedeu a sua derradeira obra – A Sangue Frio – bem como da relação romanesca que Capote manteve, durante anos, com um assassino condenado à morte. Dessa relação e de todas as contradições morais que nela se instalaram, A Sangue Frio podia ser o subtítulo deste episódio biográfico específico da vida do escritor, utilizando para seu benefício artístico a confiança ilimitada do referido assassino (cuja morte, acabaria também por sentenciar a morte artística do autor norteamericano).
Tiago Pimentel
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